FAQs – Perguntas frequentes

Não é propriamente “normal”, mas é muito comum – e, por isso, muitas vezes acaba por ser desvalorizado. No entanto, o desconforto é um sinal importante que o corpo nos dá e que não devemos ignorar. Se atuarmos a tempo, evitamos que desconfortos se agravem e se transformem em lesões.

Convém – tal como numa atividade desportiva, o aquecimento prepara o corpo para o esforço. Ajuda a “acordar” as zonas que vão ser solicitadas, reduz o risco de lesão e melhora o desempenho. Além disso, também é uma forma de trazer o foco e te prepares mental e psicologicamente para a prática. Idealmente deves aquecer primeiro os grandes grupos musculares sem instrumento e, de seguida, executar com o instrumento trechos de baixa dificuldade técnica e que não impliquem posturas extremas.

Cansaço, dor e sensações estranhas, como dormência ou fraqueza, não devem ser ignorados – sobretudo se forem repetidos e não apenas pontuais. Estes sinais podem indicar a necessidade de reajustar o tempo de estudo (e as pausas), melhorar as rotinas de exercício ou até adaptar o repertório. Em alguns casos, o instrumento pode ser demasiado grande ou pesado, sendo necessário trocá-lo ou usar acessórios que ajudem. Na dúvida, reduz ou suspende a prática e aconselha-te sobre os teus sintomas.

Sim. Fazer alguns alongamentos nas pausas – sobretudo dinâmicos – e após a prática – preferencialmente estáticos – ajuda a contrariar posturas exigentes ou assimétricas, muitas vezes associadas à performance, e a evitar o encurtamento muscular e a compressão de nervos.

Podes… mas não é o mais aconselhável – nem do ponto de vista físico, nem psicológico. A cada 25 a 30 minutos de prática, é recomendada uma pausa curta de 5 a 10 minutos. Após três blocos, deve haver uma pausa longa, idealmente de cerca de 2h. Por isso, se tens 2h disponíveis, ganhas mais se fizeres até 1h30 de prática efetiva, intercalada com pausas.

Sim! Há estudos que mostram resultados muito positivos com a prática mental – até com crianças do 1.º ciclo. Esta prática pode ser feita de forma “pura”, sem qualquer gesto físico: visualizas mentalmente os movimentos, com ou sem partitura. Também podes optar por uma versão “híbrida”, em que realizas os movimentos no ar ou sobre uma superfície, sem tocar no instrumento.