Prescrição de exercício físico
No desporto, é comum vermos atletas que fazem exercícios específicos para compensar os desequilíbrios da sua modalidade: um tenista fortalece o lado não dominante para equilibrar a assimetria; um surfista pratica yoga para melhorar a flexibilidade e o equilíbrio.
Na música, devemos adotar uma abordagem semelhante. O exercício físico deve complementar o esforço da performance instrumental, ajudando a corrigir assimetrias, reforçar capacidades motoras em défice e respeitar as características anatómicas individuais.
Por exemplo, um violoncelista com hipermobilidade beneficiará de exercícios que aumentem a estabilidade articular, enquanto um flautista com pouca flexibilidade pode tirar proveito de atividades que promovam o alongamento.
O exercício físico já sabemos que faz bem à população em geral. Mas quando falamos de uma população com características tão específicas como o caso dos músicos, torna-se ainda mais importante que haja uma prescrição de exercício físico capaz de integrar as variáveis e as necessidades destas pessoas, em especial se estivermos a falar de músicos profissionais ou de alunos do ensino artístico especializado que já tocam muitas horas por dia e que se apresentam em concertos e exames de grande exigência técnica e musical.
Os profissionais da área da saúde e do treino personalizado são aqueles que mais podem trabalhar em conjunto com músicos para entenderem as especificidades de cada instrumento.
Quanto mais pontes criarmos entre estas áreas, mais profissionais capacitados teremos e maior será o investimento na prevenção de lesões e na promoção do bem-estar no meio musical.
